Que tal ser um Jovem Embaixador? O que faz um Jovem Embaixador?

O Programa Jovens Embaixadores que foi idealizado pela Embaixada dos EUA há onze anos vem sendo um enorme diferencial na vida de todos aqueles que viveram esta experiência. Representar o nosso país no exterior definitivamente não é uma tarefa fácil, é muito mais do que simplesmente viver como eles vivem e aprender mais sobre sua língua, pois se trata também de estar aberto a conhecer sua história, cultura, valores, direitos e etc. No entanto, o que faz um Jovem Embaixador? Bem, acreditamos que contar um pouco sobre a nossa experiência deste domingo será uma boa maneira de ajuda-los a entender.

Depois de um café da manhã com comidas bem ao estilo americano no escritório do World Learning (parceira do programa), em Washington DC, tivemos nosso primeiro workshop voltado a organização do governo estadunidense, implicando discutir sobre democracia, justiça social, federalismo, divisão dos poderes públicos (Legislativo, Executivo e Judiciário), dinâmica de aprovação de leis etc. Graças aos nossos queridos coordenadores americanos, pudemos aprender de forma divertida através de encenações, dinâmicas, debates e simulações, tornando-nos capazes de assimilar um pouco sobre como funciona o sistema político dos EUA e, inclusive, perceber as inúmeras semelhanças que existem com o do Brasil.

E isso não foi tudo! Depois de um breve intervalo, demos início a outros dois Workshops que nos abriram espaço para falar de Voluntariado e, depois, do poder das palavras em um discurso. Estas duas experiências foram bastante relevantes para que refletíssemos sobre o papel que assumimos enquanto cidadãos e, consequentemente, sujeitos de mudança. Aprender um pouco mais sobre “ser um voluntário” e sobre como usar bem as palavras nos mais diversos momentos em que há a necessidade de discursar, nos ajudou a amadurecer nossos posicionamentos, bem como nos tornou mais críticos frente as mais diversas realidades.

Mas nosso dia não se limitou apenas a workshops, e então fomos a tão esperada visita aos monumentos de Washington, DC. Dirigimos-nos ao ônibus e nossa primeira parada foi no Thomas Jefferson Memorial, um memorial presidencial dedicado ao terceiro presidente dos Estados Unidos. Por dentro nos admiramos com as inspiradoras passagens de Jefferson escrita nas paredes e por fora contemplamos com dificuldade o magnífico prédio que surgia através da neblina bem como a Lagoa Tidal que faz margem com o memorial. Em seguida fomos até ao memorial dedicado à Franklin Delano Roosevelt que foi um dos grandes presidentes dos Estados Unidos principalmente pelos seus feitos. As pequenas quedas d’água, as estatuetas e as frases espalhadas por quase todos os números fixam a atenção do visitante. E ainda seguindo pelas margens da Lagoa Tidal, chegamos até o Martin Luther King Memorial que foi inaugurado por Barack Obama no dia 16 de outro de 2011 e é hoje um dos mais recentes memoriais nos Estados Unidos. O que mais chamou atenção foram as gigantescas pedras da esperança e as duas do desespero que se analisarmos com cuidado perceberemos que as duas se encaixam perfeitamente e que, assim como frases de Luther King também espelhadas pelas paredes do lugar nos levaram a refletir um pouco mais sobre nossas e vidas e objetivos.

Mas não para por aí. Pegamos o ônibus novamente e dessa vez nosso destino foi mais um memorial, este dedicado ao ex-presidente estadunidense Abraham Lincoln e que portanto leva seu nome. Também sendo digno de muito mérito o memorial foi local onde Martin Luther King fez um dos maiores discursos da América Latina, o memorável “I Have a Dream” que resultou na criação de emprego e liberdade marcando um ponto alto do Movimento dos Direitos Civis Americanos. Existe um azulejo indicando o lugar exato onde ele estava no momento do discurso.

Em seguida os jovens embaixadores se dispersaram no Union Station a procura de algo pra comer com 10 dólares recebidos da coordenação. Com um dia tão corrido, alguns ainda tiveram forças pra se enturmar e dançar com os jovens embaixadores da América Latina, bem como jogar ou acessar a internet na sala de recreação do 4-H. Outros preferiram ir dormir e prolongar mais a noite de sono porque, afinal, no dia seguinte sempre tem muito mais surpresas e aprendizados.

  

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