Visita à Casa Branca

Arthur Abrantes

IMG_0807Hoje tivemos que acordar um pouco mais cedo pois fomos para a Casa Branca logo pela manha. Como todo dia aqui no 4H, acordamos e fomos tomar o “breakfast”. Depois do café (com muito bacon) pegamos um ônibus rumo ao nosso destino. Estava muito frio. Tivemos que ficar um pouco de fora ate passarmos pelos procedimentos de segurança ate que finalmente entramos na Casa Branca. Apesar de a visitação ter sido restrita a poucos cômodos dos mais de 130 daquele lugar, ainda assim foi incrível e inesquecível.
Poucos brasileiros já tiveram a oportunidade de entrar naquele lugar. Estar no grupo dos que ja entraram e ainda como convidado é motivo de grande orgulho para mim que nem mesmo nunca entrei no Palácio do Planalto no Brasil. Depois da visita à Casa Branca, tivemos a oportunidade de retornar ao “National Mall” para desbravar um pouco mais os “Smithsonians Museums”.
Tiramos mais algumas fotos naquele lugar, principalmente em frente ao Capitólio (que não e a Casa Branca, apesar de muitos pensarem que é, eu mesmo pensava um tempo atrás). Estava realmente muito frio e também choveu um pouco de uma chuva congelada que por algum motivo não chamamos de neve. Era em torno de 5 horas da tarde quando nos reunimos novamente no local marcado. Era quase hora do jantar (O jantar aqui e muito cedo, em torno das 6 da tarde).
Foi algo muito inusitado, pois nos brasileiros fomos à Chinatown em um restaurante comer comida italiana feita por americanos. Eu comi muito e ainda sobrou um pouco do meu “chicken Alfredo” que eu levei para o 4H para comer mais tarde. Foi muito útil. Chegando no 4H, depois do jantar, tivemos “free time”. Esse, pelo menos para mim, é um dos melhores momentos do dia.
Podemos conversar entre nos e também com amigos e familiares além se jogar muito  na sala de jogos. Eu conversei com uma das amigas que fiz enquanto estava na incrível host community de Tulsa. Depois de matar um pouco da saudade eu finalmente fui para a cama.

Isso não é um adeus

Kássia Gianise Machado Scharlau – RS

Dizem por aí que uma imagem vale mais que mil palavras, e eu até acreditava. Mas essas 3 semanas me fizeram mudar de opinião. Nem imagens nem palavras são suficientes para explicar o que o programa é e o que ele significa. Passar 21 dias ao lado de tanta gente incrível, com um futuro tão brilhante pela frente, é uma honra.

Uma honra não só compartilhar todas as experiências únicas que passamos, mas também criar um vínculo tão forte como o que criamos. Deixamos pra trás muita gente para sermos selecionados. Mas demos um passo à frente em liderança e conhecimento a cada minuto que passava. A intensidade do programa fez com que crescêssemos, e com que abríssemos a mente às diferenças. Conhecer vocês foi uma imersão cultural.

Além de vivenciar a cultura dos Estados Unidos, eu vivenciei a cultura do meu Brasil, e o que vi foi uma esperança de um lugar melhor. Obrigada por me fazerem conhecer cada partezinha desse país. Não acredito que ele poderia estar mais bem representado. Depois desse tempo juntos, acho que todos concordam que o desafio mais difícil do programa, talvez da minha vida, foi dizer adeus. Foi pouco tempo, mas já nos considerávamos irmãos.

E ninguém gosta de se despedir da família. Principalmente quando a espera para se ver novamente é longa. Principalmente quando essa família era tão unida e tinha uma sintonia tão boa. Eu não desejo a ninguém sentir o sentimento de vazio que senti naquele aeroporto. Porque a cada pessoa que embarcava em um voo, outros 49 sentiam uma parte de si indo embora. E, pouco a pouco, já não éramos mais 50 na sala do aeroporto. Mas no coração de cada um, sim.

Queria dizer, então, meu muito obrigada a todos. Vocês me fizeram mais “eu”, mais capaz de acreditar em mim mesma e mais humana. E, agora, vocês são um pedaço de mim. Espero que a simplicidade das minhas palavras possa tocar vocês assim como a sinceridade dos seus sorrisos me tocou.

Obrigada por tudo,

Kássia

Despedindo da nossa família anfitriã

Israel Araújo

Nesse dia 26 nos despedimos de nossas famílias anfitriãs logo pela manhã cedo. Todos nós choramos e nos abraçamos(os americanos aprenderam a gostar de abraços), rememoramos todos os nossos momentos juntos e nos encontramos um tanto sem saber o que fazer. Nós contentamos com a promessas de retorno e de manutenção de contatos. Espero que isso de fato ocorra.

Mas a tristeza não para ai. Todos nós supomos que embarcaríamos no avião às dez e às 12 estaríamos em Dallas para nossa conexão. Chegamos lá a essa hora mas aí que a confusão começou. Embarcamos normalmente para nosso voo rumo a DC, mas no meio do caminho o piloto anunciou que haviam esquecido um dos radares e simplesmente voltamos para Dallas.

Isso era quase 4 horas. Embarcamos então num outro avião para que o piloto nos dissesse que sua carga horário já tinha acabado e que pilotar a partir dali era ilegal. Pronto, mais um hora esperando por um outro piloto. No final decolamos já umas 6 da tarde, 3 horas de voo para DC e chegando lá não tinha portão para nosso avião. Só dez horas saímos do avião. A coisa boa é que chegando no 4h teve pizza.